A Vida Sangra

A vida sangra...
Quando o chumbo fere a carne inocente que por ser negra sente o sangue escorrer.
Quando o chumbo atravessa as paredes e deixa no chão quem sorridente preparava o pão nosso de cada dia.

A vida sangra...
Quando o que era para ser prazer se transforma em tormento,
Quando as desculpas se tornam inúteis,
Quando o tapete da cozinha já não justifica e o chão molhado do banheiro já não convence.

A vida sangra...
Quando o povo é golpeado, quando tem seu grito silenciado por quem deveria ser seu porta voz.
A vida sangra também quando somos agredidos apenas por lutar pela liberdade há tempos almejada.

A vida sangra...
Quando não posso alimentar meu povo, mas como uma mãe desalentada que chora ao ver os seus padecerem de fome, sede e frio ainda encontra forças para lutar, sinto-me disposta a fazê-lo por todos nós.

A vida sangra...
Quando não se pode ser quem é.
Quando às sombras precisa-se andar porque falsos moralistas ainda não aceitam o livre arbítrio que nos é dado por direito.

A vida sangra...
Quando a suposta ’’fé’’ é usada com tirania quando quem deveria plantar amor, semeia terror e aniquila em massa. Agindo indignamente, tentando macular o nome do Deus do amor e da justiça que faz brotar a esperança e a verdadeira fé nos corações que ainda resistem em lutar.

A vida sangra. Sim, a vida sangra.
E mesmo feridos, precisamos levantar e seguir na luta até essa hemorragia estancar.

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